sábado, 19 de outubro de 2013

Como Ayrton Senna pediu para se encontrar com Xuxa em 1988

O Senna e a Xuxa são almas gêmeas, ele gostava sexualmente da Adriane Galisteu, mas era Xuxa que ele amava. 



No final do 1988 Senna queria conhecer uma brasileira:

- Bira, você conhece a Xuxa?

Com essa pergunta para o amigo Ubirajara Guimarães, feita naquele final de 1988, Senna abriu caminho para o namoro que o marcou para sempre. A resposta de Bira:

- Conheço mais o diretor dela na Globo, o Walter Lacet. Por quê?

- Eu queria conhecer ela.

Ubirajara já sabia que Xuxa também tinha interesse em conhecer Ayrton. Sua fonte era uma amiga comum, dele e da apresentadora: a cantora Simone. Bira então ligou para a secretária de Lacet, Cláudia Couto, que teve receio de dar o telefone de Xuxa antes de pedir autorização a Marlene Mattos, a poderosa assessora.


 Marlene autorizou, mas também pediu os telefones de Senna. Queria convidá-lo para ir ao programa. Xuxa estava em Belo Horizonte, com agenda lotada, e não via possibilidade de encontrálo nos próximos dias. Não seria problema. Senna foi vê-la no próprio avião.

Dias depois, no jantar anual promovido em torno de Senna pelo Banco Nacional na Vila Riso, no Rio, o amigo Marcos Magalhães, herdeiro do banco, sentiu que Ayrton estava levando a sério o namoro. Ao conversarem pelo telefone, Marcos dissera que convidaria para o jantar uma amiga que ele queria apresentar a Ayrton. A reação:

- Não chama não que eu já estou organizado.
- Quem é?
- Não posso falar.


Curioso, Marcos passou a citar nomes de uma série de "aviões" femininos da época. Senna fez mistério. A confirmação de que era realmente algo especial Marcos teve quando viu a expectativa de Senna, durante o jantar do Banco Nacional, com a chegada de seu próprio avião, despachado para buscar Xuxa em outro compromisso fora do Rio. Ela chegou e, a partir daquele dia, Marcos perceberia mudanças em Ayrton que ele não hesitou em atribuir à musa das crianças brasileiras: cabelos mais compridos, horários nada ortodoxos de dormir, para entrar no ritmo das gravações de Xuxa, e uma postura menos "travada" nas horas de folga.

Senna também estava diferente quando chegou à casa de Galvão Bueno, num condomínio da Barra da Tijuca, na segunda-feira que se seguiu ao primeiro fim de semana que passara com Xuxa.

Parecia, na lembrança de Galvão, um colegial apaixonado, respiração irregular, buscando palavras para explicar o estado de encantamento em que se encontrava. Como tinham combinado, os dois jogaram tênis na quadra do condomínio. Depois do tênis, surpresa:

-Vamos caminhar um pouco na praia?

Ayrton Senna e Xuxa na praia
 Galvão reagiu, intrigado com a disposição de Senna de enfrentar o possível assédio dos fãs, ainda empolgados com a conquista do campeonato no Japão. E foram. Ayrton queria conversar. E conversaram sobre a "mulher incrível" que ele conhecera. Depois da caminhada quase anônima, almoçaram na varanda do apartamento de Galvão. À tarde, ainda inquieto e excitado com a perspectiva e voltar a encontrar Xuxa naquela noite, para a gravação da entrevista que acabou sendo o marco midiático do início do namoro, Ayrton chamou Galvão para dar uma volta no Opala que estava usando.

- Estou com uma coisa esquisita no peito.

Ayrton Senna e Xuxa, 1989
 Galvão testemunhou, meio assustado, o método especial adotado por Ayrton para aplacar aquela "coisa esquisita no peito": assim que vislumbrou uma reta vazia na estrada que liga a Barra da Tijuca às praias mais distantes em direção a Angra dos Reis, Ayrton deu um colossal cavalo-de-pau no Opala e iniciou uma série de manobras que levaram o motor, a suspensão e o chassi do carro a limites jamais previstos pelo fabricante. Depois de varios cavalos-de-pau e de muita borracha de pneu queimada no asfalto, ele estacionou o Opala e relaxou:

- Agora estou legal...

Dias depois, quando o amigo Braguinha viu o semblante arrebatado de Ayrton, ao ser beijado várias vezes pela nova namorada no palco do programa Xou da Xuxa, da TV Globo, ele se virou para a mulher, Luiza, e cantou a pedra:

- Ele ficou doido por ela.




Fonte: O herói revelado, Ernesto Rodrigues

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